domingo, 23 de novembro de 2008

De vez em quando eu descubro um poeta de que eu adoro. Vamos combinar, poeta é uma coisa tipo "honesto" ou "sincero" no programa do Rodrigo Faro - todo mundo fala que é, mas aí você vai ver e... né? Enfim, pra bom entendedor.

Descobri Matthew Arnold no susto, assim como meus amores Ted Hughes no susto, assim como Olga Savary. Mas Arnold, na verdade, eu nem conheço direito, sabe aquele medinho que dá de você ir fuçar e se decepcionar? Porque depois de conhecer o primeiro poema dele, Dover Beach, eu tenho a sensação de não precisar conhecer mais nada... Porque é perfeito demais.

Conheci o poema pelo filme "Salt on our Skin", com Greta Scacchi e Vincent d'Onofrio, um dos meus top5 movies. Mas outro dia eu falo deles, hoje falo do poema em si. É uma das coisas mais lindas que já vi na vida.

Fui buscar no YouTube a cena da leitura do poema no filme, mas não tem. Achei uma animação sobre a imagem do Arnold, com uma leitura em off do poema - o máximo.



Pra quem quiser seguir os versos, Dover Beach transcrito. Enjoy.

The sea is calm to-night.
The tide is full, the moon lies fair
Upon the straits; on the French coast the light
Gleams and is gone; the cliffs of England stand;
Glimmering and vast, out in the tranquil bay.
Come to the window, sweet is the night-air!
Only, from the long line of spray
Where the sea meets the moon-blanched land,
Listen! you hear the grating roar
Of pebbles which the waves draw back, and fling,
At their return, up the high strand,
Begin, and cease, and then again begin,
With tremulous cadence slow, and bring
The eternal note of sadness in.

Sophocles long ago
Heard it on the A gaean, and it brought
Into his mind the turbid ebb and flow
Of human misery; we
Find also in the sound a thought,
Hearing it by this distant northern sea.

The Sea of Faith
Was once, too, at the full, and round earth's shore
Lay like the folds of a bright girdle furled.
But now I only hear
Its melancholy, long, withdrawing roar,
Retreating, to the breath
Of the night-wind, down the vast edges drear
And naked shingles of the world.


Ah, love, let us be true
To one another! for the world, which seems
To lie before us like a land of dreams,
So various, so beautiful, so new,
Hath really neither joy, nor love, nor light,
Nor certitude, nor peace, nor help for pain;
And we are here as on a darkling plain
Swept with confused alarms of struggle and flight,
Where ignorant armies clash by night.

4 comentários:

Michele disse...

Ai, Alessandraaaa...Só vc conhece Olga Savary. Tipo, meu único artigo publicado é sobre um livro dela, o Magma. Já leu esse?

bjo

Lele Siedschlag disse...

haah lógico, eu adoro!

Michele disse...

então, (espero não parecer chata com esses papos)falei sobre ela e Sapho, pioneiras em poesias que falam de amor carnal. adoooro!

Valentina disse...

Esse filme é a coisa mais linda do mundo.
Assisti um dia de bobeira na Tv a cabo!
Que bom achar alguém que já viu e gostou tanto quanto eu.
=)