segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Noturna

Afogada no sol que parte
A licorosa distância me parte
Em duas, e três e quatro,
E às cinco da tarde já sou seis.
*
E é submersa que me deito, entreaberta, e o veio d´água já fragmentado em dois e três e quatro é o rio que me corre entre as pernas, pra longe do porto.
*
Horas antes, os navios ali; os navios sumindo, horizontes.
Uma reserva d´água salgada ainda na boca que não diz.

7 comentários:

Yan disse...

Você quem criou? Eu gosto.

Lele Siedschlag disse...

sim, o poema e meu.

obrigada, beijo

Neide Cavalcanti disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana disse...

taqueospariu...

Ella disse...

num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros outras correntezas.

Nina disse...

Lele,

seu poema enriquece meu dia.
Obrigada!

beijo

http://meninadecachos.blogspot.com/

Samia Mounzer disse...

ficou mesmo bem bonito!