Diva Eterna
Daí que na quinta-feira fomos ao show da Cyndi Lauper. Eu já assisti a shows dela das duas vezes em que ela veio ao Brasil, sou fãzaça, mesmo, de saber todas as letras, de dançar igual. Eu aprendi a dançar vendo Cyndi dançar, eu aprendi a mudar a cor e o corte do cabelo a cada semana com ela, eu aprendi a escrever versos doídos com ela. Cyndi está no topo da minha cadeia musical, como Ted Hughes e Christian Bobin estão no topo da minha cadeia poética, o que, na verdade, dá na mesma. Cyndi é poesia em forma de som e fúria.
O que vi nessa quinta foi uma Cyndi obviamente mais velha (55 anos) e incrivelmente MUITO mais rock'n'roll. Mesmo o último cd tendo sido supereletrônico, ao vivo é outra história: guitarra, baixo, bateria e MUITA voz. Não estou falando (só) dos agudos superpotentes: uma cantora não se faz só com uma tessitura vocal abrangente, é muito mais que isso. É alma no corpo da voz.
Ouvir When You Were Mine ao vivo foi absurdo. Re-ouvir Girls Just Wanna Have Fun ao vivo foi delicioso:
(eu quero esse cabelooooooooooooooo)
Ficou faltando Shine (que ela cantou na sexta, meu Deus), mas ok, eu ouvi o tempo todo na volta pra casa, porque está no meu peito e no meu pulso...
...pra sempre. My music.


